• Dra. Marina Lino Vieira

Psoríase - Crianças também podem ter essa doença?

Psoríase é uma doença inflamatória da pele que causa lesões avermelhadas e descamativas. Apesar de não ser contagiosa, os pacientes podem sofrer com ansiedade e afastamento social devido ao aspecto das lesões.




Marina Lino Dermatopediatra - psoriase em criança.

A psoríase é uma doença crônica e não contagiosa. Estima-se que cerca de 30% dos casos tenham origem genética. As lesões causadas pela psoríase normalmente aparecem no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.


Apesar não ser muito comum, crianças também podem ter psoríase. A doença corresponde a cerca de 4% de todas as dermatoses observadas em pacientes menores de 16 anos.


Quando iniciada na infância, a psoríase está mais frequentemente relacionada a questões genéticas. Nessa faixa etária, as lesões causadas pela psoríase podem ser fisicamente desfigurantes, o que leva a prejuízos psicológicos e comprometimento da qualidade de vida.


Na primeira infância, a psoríase se caracteriza pelo surgimento de lesões avermelhadas bem delimitadas envolvendo a genitália da criança e região glútea, tendendo a ser persistente e rebelde ao tratamento. O acometimento facial também é bastante comum.


Com o passar do tempo, novas lesões descamativas tendem a surgir, principalmente no tronco e nos membros. Variantes da psoríase de início na infância incluem aquelas que surgem em volta das unhas, provocando descamação, bem como formas restritas no couro cabeludo.


Tipos de psoríase mais comuns em crianças

Existem vários tipos de psoríase, porém focaremos nas duas mais comuns em crianças. São elas:

· Psoríase vulgar, ou em placas: é a forma mais comum da doença. Manifesta-se por lesões secas, avermelhadas e com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Pode atingir qualquer parte do corpo, inclusive genitais. Pode apresentar poucas lesões ou atingir toda extensão da pele.


· ​Psoríase gutata: Aparecem pequenas lesões com escamas mais finas que a psoríase vulgar, no tronco, braços, pernas e couro cabeludo e é a mais comum em crianças e jovens.


Ao notar a presença de lesões como as descritas aqui, é importante se consultar um dermatopediatra antes de iniciar qualquer tratamento. Esse profissional será capaz de fazer o diagnóstico e apresentar o melhor tratamento para o seu filho. Fatores como sexo, idade e histórico clínico são levados em conta na hora de tratar as lesões.


Como é feito o diagnóstico


psoríase em criaça - descamação das mãos

Na infância, a psoríase pode apresentar características atípicas, ou seja, lesões únicas ou pouco numerosas e ligeiramente descamativas. As mesmas podem acometer áreas incomuns, especialmente a região da face, o que pode dificultar o diagnóstico.


As lesões de psoríase frequentemente acometem o couro cabeludo. Com isso se formam escamas brancas, aderentes e espessas ao redor dos fios de cabelo com leves lesões. Porém em alguns casos pode ser indistinguível da dermatite seborreica do couro cabeludo (caspa). Nas crianças, também é comum o surgimento dessas lesões nas regiões dos ombros, tronco, mãos, pés e genitália.


psoríase-na-infância-pés

Outro lugar característico em crianças é o aparecimento de psoríase na área das fraldas, sendo mais comum ocorrer até os dois anos de idade. Entretanto, diferentemente da dermatite de fraldas, as lesões apresentam inflamação mais clara e mais brilhante, bordas bem delimitadas e envolvimento das dobras das coxas da criança.


De modo geral, estes sintomas não respondem bem ao tratamento convencional para dermatite de fraldas. Cerca de uma a duas semanas do aparecimento das inflamações na área das fraldas, algumas crianças podem desenvolver lesões clássicas de psoríase na face, couro cabeludo, tronco e membros.


O diagnóstico da psoríase é clínico, através de um exame dermatológico detalhado. Um dermatologista pediátrico deve ser consultado assim que você notar as lesões no seu filho para que o tratamento seja iniciado.

Como tratar a psoríase do meu filho

O tratamento da psoríase tem por objetivo o controle da enfermidade e a melhora da qualidade de vida da criança. Um diagnostico assertivo é necessário para determinar o melhor tratamento.


É importante ressaltar que a psoríase não tem cura, mas existe tratamento. Não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar a reincidência. Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados com o uso de medicação local, hidratação da pele e exposição ao sol.


Desde que seja realizada a proteção solar adequada, o banho de sol diário é estimulado para amenizar sintomas da psoríase. Para alguns pacientes, o acompanhamento psicoterápico também pode ser recomendado.


O que devo saber sobre a psoríase

Alterações nas unhas são observadas entre 10-40% das crianças com psoríase, podendo preceder o aparecimento das lesões cutâneas. Durante anos, essa pode ser a única manifestação da doença.


Em alguns pacientes, os sintomas podem demorar a serem controlados. Ainda assim, existem muitas possibilidades para tratamento da doença. Vale procurar um dermatologista pediátrico que tenha experiencia no assunto.

O estresse emocional é um grande gatilho para as crises (inclusive nos adultos) e uma criança com psoríase deve ter um acompanhamento periódico do dermatopediatra para controlar os sintomas. A maioria das crianças acometidas apresenta a forma leve de psoríase com resposta favorável aos tratamentos tópicos.


Embora a regressão do quadro possa ser seguida de remissão prolongada, um curso crônico e recorrente é a evolução mais comum. Em muitos casos, ocorre mudança no padrão da psoríase. Pode ser que a criança piore com a idade, necessitando um tratamento mais agressivo. Nesse caso um dermatologista de confiança e que acompanhe o paciente desde a infância faz toda a diferença.


Tratamento da psoríase na infância e na adolescência com a Dra. Marina Lino

Se você acredita que eu posso te ajudar, agende uma consulta comigo clicando no link abaixo. Na consulta eu avaliarei o seu quadro ou do seu filho a partir de uma conversa detalhada e exame clínico. Caso necessário, faremos também exames laboratoriais. Poderemos então adotar uma estratégia individualizada de cuidados, de acordo com o que for identificado.



 




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