• Dra. Marina Lino Vieira

Dermatite Atópica e Alergias Alimentares - Existe Alguma Relação?

Conhecida como uma inflamação da pele, a dermatite atópica é uma doença crônica, hereditária e que não tem cura, mas pode ser tratada com o auxílio de medicamentos. Essa é uma inflamação que acomete principalmente bebês e crianças de até cinco anos, provocando coceiras e vermelhidão.

A dermatite atópica é uma doença crônica e hereditária causada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Essa inflamação das camadas mais profundas da pele provoca diferentes tipos de lesões, como placas e caroços que se formam durante as crises. Essas lesões costumam coçar, ficar avermelhadas e provocar diferentes incômodos nas pessoas.


De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Márcia Mazzoli, essa condição pode ser classificada como leve, moderada ou grave e o intervalo entre as crises pode ser de meses ou anos, sendo cada caso bastante particular.


Também conhecida como eczema atópico, apesar de poder aparecer em pessoas de qualquer idade, a dermatite atópica é mais comum em bebês e crianças de até cinco anos. Daí a importância dos pais em buscar um dermatologista infantil para acompanhar a saúde da pele de seus filhos durante esses primeiros anos de vida, principalmente se notarem o aparecimento de lesões como as citadas na pele das crianças.


Uma criança cujo um dos pais tem condição atópica, como asma ou rinite (ou mesmo dermatite), tem 25% de risco de apresentar alguma forma de doença atópica.


O aparecimento da dermatite atópica pode estar associado a casos de rinite alérgica ou asma. Ela também pode ser desencadeada devido a fatores físicos, ambientais e emocionais: ingestão de algum alimento, poeira, fungos, poluição, calor ou frio extremos, suor ou como uma resposta a quadros de estresse, ansiedade e irritabilidade. Por isso é tão importante que um dermatologista possa acompanhar o quadro de perto e identificar a causa da crise.


Sobre a dermatite atópica

A dermatite atópica possui origem alérgica e não é contagiosa. Os principais sintomas relacionados à doença são: inchaço na pele, coceira, descamação, vermelhidão e formação de pequenas bolinhas na região inflamada. Já os locais do corpo mais afetados variam de acordo com a idade da pessoa.


Os mais comuns no caso de bebês e crianças são: dobras dos braços e joelhos, podendo aparecer também em regiões como bochechas e junto às orelhas. Já no caso dos adultos, a dermatite atópica é mais comum nas regiões do pescoço, mãos e pés.


Apesar de não ter cura, a dermatite atópica possui diferentes tipos de tratamento. Eles são feitos através do uso de medicamentos anti-inflamatórios (seja através de pomadas ou de comprimidos) aliados a uma rotina de hidratação intensa da pele. O tipo de tratamento também varia de paciente para paciente e deve ser indicado por um dermatologista, que avaliará a eficácia das medicações indicadas, podendo alterar o tratamento a fim de oferecer cada vez mais conforto ao paciente.


Dermatite atópica nas crianças

Como citado anteriormente, a dermatite atópica é uma doença que acomete principalmente bebês e crianças com até cinco anos. Ainda de acordo com dados da Asbai, a dermatite atópica atinge 80% das crianças em sua forma leve. Dessas, em 70% dos casos há uma melhora gradual do quadro até o final da infância se realizado o tratamento da maneira correta.


Durante essa faixa etária, a pele é ainda mais sensível, o que pode ocasionar lesões graves nas crianças. Por isso é imprescindível que os pais consultem um dermatologista infantil, que irá acompanhar o quadro de dermatite atópica do seu filho. Apesar das características gerais da doença, ela se manifesta de diferentes formas em cada paciente.


Um erro bastante comum associado à dermatite atópica é que pais costumam pensar que alergias a alimentos sejam a causa de uma piora do quadro da doença de seus filhos. Com isso, muitos deles acabam descartando alimentos importantes do cardápio das crianças, o que pode comprometer o seu desenvolvimento em seus primeiros anos de vida.


O que acontece é justamente o contrário: quando a dermatite atópica persiste na criança e não é tratada adequadamente, as chances dela desenvolver alergias a diferentes tipos de alimento ao longo de sua vida são maiores. Portanto, a dermatite atópica é uma facilitadora no desenvolvimento de outras alergias e por isso é necessário o amparo da dermatologia pediátrica, que estará atenta a qualquer mudança no desenvolvimento da doença.

Veja abaixo pacientes com maior risco de desenvolver uma alergia alimentar a partir da dermatite atópica:

1) Bebês e crianças pequenas com quadro de dermatite atópica moderada ou grave e que não respondem ao tratamento tópico adequado, que significa um tratamento seguido corretamente e com os produtos certos para o paciente;

2) Pacientes com história sugestiva de alergia alimentar, ou seja, que sentem uma piora dos sintomas ou da crise justamente devido à ingestão de determinado alimento.


Pais atentos

Quando o assunto é dermatite atópica em bebês e crianças, é preciso ficar ainda mais atento. Quando não tratada corretamente, as lesões causadas pela dermatite podem infeccionar. Além disso, se permanecerem muito tempo na pele, passam a representar um quadro crônico e a ter uma coloração mais escura e uma textura mais espessa.


Se você possui quadros alérgicos na família (não necessariamente de dermatite atópica), a atenção deve ser redobrada, já que essa é uma doença considerada hereditária. O mesmo vale caso perceber o surgimento de regiões avermelhadas na pele do seu filho e que ele está se coçando com frequência ou se queixando de incômodos na pele.


Consulte um dermatologista

O dermatologista é o médico responsável por identificar o quadro de dermatite atópica. O diagnóstico é feito através da análise da condição do paciente e dos sintomas e incômodos retratados: a frequência com que surgem os sintomas, as situações em que aparecem, entre outros.

 

Quanto mais cedo for detectada, menos problemas a dermatite atópica trará, evitando complicações do quadro como: coceira extrema, problemas para dormir ou praticar atividades da rotina, febre, crises de asma, entre outras.


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